Que nossos corpos sejam a lenha que aquece as noites mal dormidas
Que os nossos braços sejam os receptores das chegadas e partidas
Que sejamos lembrados ,mesmo que na hora da despedida
Que nossa existência seja extraordinária,visionária e percebida
Que a humildade esteja estampada na mesma carne em que expomos a ferida colecionada na guerra em busca da paz subtendida
Que os beijos consolem as perdas,amaciem a carne e curem as marcas da alma carcomida
Que na consciência esteja plantada a ideia de que com a morte partiremos como iguais para além desta vida

 

-Janaína Santana

 

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